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FLORIANÓPOLIS | Cadela de estimação não é devolvida após ter sido deixada sob cuidados durante viagem

Uma família vive momentos de profunda angústia após não conseguir reaver sua cadela de estimação, da raça Shih Tzu, chamada Luli, de 9 anos de idade, que sempre viveu com seus tutores desde filhote.

De acordo com Boletim de Ocorrência registrado, em julho de 2025, a tutora deixou o animal sob os cuidados de um amigo, com quem havia acordo expresso para guarda temporária, em razão de uma viagem. O combinado previa que a cadela seria devolvida até outubro de 2025. Durante todo o período, foram realizados pagamentos mensais para custear alimentação e demais despesas do animal.

Ao retornar da viagem e solicitar a devolução da cadela, a tutora foi informada de que o animal teria sido repassado a terceiros sem qualquer autorização. A partir disso, iniciou-se uma sequência de contatos com as pessoas que, segundo as informações recebidas, passaram a deter a posse da cadela.

Conforme o registro policial, a atual detentora do animal teria se recusado a devolvê-lo, mesmo após ser informada de que se trata de um animal com tutores definidos, vínculo afetivo consolidado ao longo de nove anos e pertencente a uma família que inclui uma criança e uma gestante, atualmente em estado emocional fragilizado pela situação.

A tutora Andrine, que está grávida, relata o impacto emocional vivido pela família:

“A Luli não é apenas uma cachorra, ela faz parte da nossa família há nove anos. Ela cresceu junto com a nossa casa, com a nossa história. Estou grávida, temos uma criança envolvida, e passar por tudo isso é extremamente doloroso. Nunca autorizei que ela fosse doada, muito menos repassada para outras pessoas.”

Ainda segundo os relatos constantes no Boletim de Ocorrência, houve tentativa de condicionar a devolução do animal ao pagamento de valores em dinheiro. Sobre isso, Andrine acrescenta:

“Quando nos disseram que só devolveriam mediante pagamento, foi um choque. A sensação é de impotência. Não se trata de dinheiro, se trata de respeito, de vínculo, de algo que nunca deixou de ser nosso.”

A família reforça que jamais autorizou a doação ou transferência definitiva do animal e que a cadela sempre integrou o núcleo familiar, sendo parte da rotina, do afeto e da história da família ao longo de quase uma década.

“Fica a pergunta que não sai da nossa cabeça”, desabafa Andrine.

“Como um apego recente, construído sem autorização, pode valer mais do que nove anos de amor, cuidado e convivência com a verdadeira família da Luli?”


O Portal Intera conversou com a família da tutora Andrine e teve acesso ao Boletim de Ocorrência, comprovantes de pagamento, registros de conversas por aplicativos de mensagens e demais documentos apresentados, que corroboram o relato de que a cadela foi deixada sob guarda temporária, sem qualquer autorização para doação ou repasse a terceiros.

Conforme consta no registro policial, a cadela estaria atualmente na posse de Michele dos Santos Menezes, residente em Florianópolis. Ainda segundo o relato da família, Michele teria se recusado a devolver o animal, mesmo após ser informada da existência de tutores definidos e do vínculo afetivo construído ao longo de nove anos.

O Portal Intera reforça que a publicação se baseia em documentos oficiais e relatos formalizados, e permanece à disposição para ouvir e publicar eventual manifestação das pessoas citadas.

O caso agora segue formalmente registrado, e os tutores buscam a restituição do animal pelos meios legais. A família espera que a divulgação contribua para a localização da cadela e para uma solução justa, pautada no direito, na boa-fé e no bem-estar do animal.

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