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Por qualidade de vida e contra 6×1, trabalhadores ocupam ruas

Santa Cruz do Sul – A manhã do último sábado, 9, foi marcada por mobilização, reivindicação e defesa dos direitos trabalhistas em Santa Cruz do Sul. Organizada pelo Fórum Democrático da Classe Trabalhadora de Santa Cruz do Sul e Região, a caminhada alusiva ao Dia do Trabalhador reuniu sindicatos, lideranças sindicais, trabalhadores e integrantes da comunidade em um ato que percorreu as principais ruas do município, tendo como pauta central o fim da escala 6×1, além da defesa do transporte público de qualidade e da ampliação de direitos sociais. A concentração iniciou às 7h30min, com café da manhã no Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Cruz do Sul e Região (Sindimetal), e o encerramento ocorreu próximo do meio-dia, na Praça da Bandeira, em frente ao “Palacinho”, sede da Prefeitura.

Ao longo do percurso, os manifestantes carregaram bandeiras, cartazes e materiais informativos distribuídos à população, reforçando temas ligados à valorização do trabalho, combate ao assédio moral, proteção às mulheres, crise climática, democracia e defesa da agricultura familiar. Um dos momentos de maior repercussão ocorreu em frente à unidade da Corsan, onde um trabalhador participou de um protesto simbólico contra a privatização da companhia e os impactos da cobrança pelo tratamento de esgoto nas contas da população. A mobilização também recebeu adesão espontânea de moradores que acompanharam a caminhada pelas ruas centrais do município.

Para o presidente do Sindimetal, Gilberto Saraiva, o ato representa a continuidade histórica das lutas da classe trabalhadora e a necessidade de manter o debate sobre condições dignas de trabalho. “O 1º de Maio representa uma data histórica construída através da luta dos trabalhadores ao longo de muitos anos. Hoje nós queremos celebrar esse dia com orgulho, mas também fazer protestos importantes, especialmente pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial”, afirma. Segundo Saraiva, a defesa do fim da escala 6×1 tornou-se prioridade dentro das mobilizações sindicais em razão dos impactos diretos na qualidade de vida dos trabalhadores. “A escala 6×1 para nós é uma escravidão, principalmente para as mulheres. Muitas ainda precisam chegar em casa no único dia de folga e continuar trabalhando nos serviços domésticos. Trabalhando cinco dias e folgando dois, teremos muito mais condições de convivência familiar, descanso e qualidade de vida”, ressalta.

A mobilização foi articulada pelo Fórum Democrático da Classe Trabalhadora de Santa Cruz do Sul e Região em conjunto com diversas entidades sindicais e movimentos sociais do município e da região. Participaram da organização o Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Cruz do Sul e Região (Sindimetal), Sindicato dos Metalúrgicos de Venâncio Aires, Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário e Calçado do Vale do Rio Pardo (Sindivestuário), Sindicato dos Bancários de Santa Cruz do Sul e Região, Sindicato dos Empregados no Comércio de Santa Cruz do Sul e Região, Sindicato dos Vigilantes, Sindicato dos Servidores Municipais de Santa Cruz do Sul (Sinfum), 18º Núcleo do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) de Santa Cruz do Sul, Sindicato dos Trabalhadores no Calçado e Vestuário de Venâncio Aires e Mato Leitão, além de representações partidárias e movimentos sociais ligados à pauta trabalhista.

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