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Você trabalhou de graça há 10 anos

O ano é 2016 e você está… correndo pelo parque, os olhos colados no celular, tentando capturar um Dragonite que apareceu no radar. O mundo vivia uma febre coletiva do Pokémon Go.

Corta para 2026: A Niantic — empresa que desenvolveu o sistema do jogo para a Nintendo — revelou que aquela sua “caça” despretensiosa foi, na verdade, o maior treinamento de AI da história.

Aquelas fotos e escaneamentos de PokéStops geraram um banco de dados de 30 bilhões de imagens, que agora estão dando “visão humana” para robôs.

A divisão de AI da empresa está usando esse acervo para criar um “modelo de mundo”. O objetivo é permitir que robôs de entrega — como esse aqui — naveguem por cidades sem depender do GPS.

O que é interessante observar aqui? Além do fato de que trabalhamos de graça por algum tempo, pense que estamos saindo da era dos mapas para humanos e entrando na era dos mapas para máquinas.

Para que robôs circulem na calçada sem atropelar ninguém, eles precisam entender o mundo com a mesma profundidade que nós.

Olhando pra frente, o plano da Niantic é desenvolver uma lógica de “mapa vivo”, retroalimentado pelos próprios robôs. Enquanto andam, eles coletam novos dados e imagens, criando uma simulação virtual hiperdetalhada que se atualiza em tempo real.

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