
O desaparecimento de três integrantes da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, continua cercado de mistério e já ultrapassa mais de 40 dias sem qualquer confirmação sobre o paradeiro das vítimas. O caso, que mobiliza a Polícia Civil e equipes de busca no Rio Grande do Sul, passou a ser tratado como possível crime de homicídio ou cárcere privado.
As pessoas desaparecidas são Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos. Silvana foi vista pela última vez em 24 de janeiro, enquanto os pais desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro, quando começaram a procurar a filha.
O que aconteceu antes do desaparecimento
Segundo a investigação, Silvana publicou em uma rede social que teria sofrido um acidente de trânsito durante uma viagem a Gramado. A publicação gerou preocupação entre familiares e conhecidos. No dia seguinte, ela chegou a agradecer pelas orações recebidas, mas depois disso o celular foi desligado e não houve mais contato.
Posteriormente, a Polícia Civil concluiu que o acidente relatado provavelmente nunca aconteceu, o que levantou suspeitas sobre o que realmente ocorreu naquele período.
Pais desapareceram ao procurar a filha
Preocupados com o sumiço de Silvana, seus pais foram até uma delegacia de Cachoeirinha no dia 25 de janeiro para tentar registrar o caso. No entanto, a unidade estava fechada por ser domingo. Após essa tentativa de busca por ajuda, o casal também desapareceu e nunca mais foi visto.
A família era proprietária de um minimercado na cidade, que permanece fechado desde o desaparecimento dos três.
Suspeito é ex-companheiro da vítima
O principal suspeito do caso é Cristiano Domingues Francisco, policial militar e ex-companheiro de Silvana. Ele teve a prisão temporária decretada no dia 10 de fevereiro e foi afastado das funções pela Brigada Militar.
De acordo com as investigações, testemunhas afirmaram ter visto o homem dentro da casa da família dias após o desaparecimento, retirando objetos e mochilas do local. Questionado pela polícia, ele afirmou que teria ido até a residência apenas para buscar ração para animais da casa.
Outro ponto considerado suspeito pelos investigadores é que, poucos dias após o desaparecimento, o homem procurou o Conselho Tutelar para saber sobre a guarda do filho que tinha com Silvana, de 9 anos.
Vestígios encontrados e novas buscas
Durante perícias na residência da família, investigadores localizaram vestígios de sangue no banheiro e na área externa da casa, confirmados posteriormente como sendo de origem humana.
Nos últimos dias, as autoridades ampliaram as diligências com cães farejadores e escavações em áreas de mata, inclusive em locais ligados a familiares do suspeito, na tentativa de encontrar pistas sobre o destino das vítimas.
Investigação continua
Apesar das diversas linhas investigativas, os corpos das três vítimas ainda não foram encontrados, e a polícia segue trabalhando para esclarecer a motivação, a dinâmica do crime e eventuais envolvidos.
O desaparecimento da família Aguiar tornou-se um dos casos mais comentados no Rio Grande do Sul neste início de ano, mobilizando familiares, autoridades e moradores da região que aguardam respostas sobre o destino de Silvana e de seus pais.


