
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a segunda fase da Operação Lamaçal, que investiga o possível desvio de recursos federais destinados ao atendimento da população após as enchentes de maio de 2024.
Entre os alvos da operação está o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, que foi preso temporariamente. Ao todo, a Justiça Federal autorizou 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além do bloqueio de valores e sequestro de veículos.
As diligências ocorreram em diversas cidades do Rio Grande do Sul, incluindo Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre.
Segundo a investigação, há indícios de irregularidades em processos licitatórios ligados à área de assistência social, com suspeita de direcionamento de contratos e valores acima dos praticados no mercado. Os contratos investigados podem chegar a cerca de R$ 120 milhões.
Além da prisão do ex-prefeito, uma empresária também foi presa e uma vereadora acabou sendo afastada do cargo. Os investigados podem responder por crimes como desvio de verba pública, fraude em licitação, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A Prefeitura de Lajeado informou, em nota, que a investigação se refere a contratos de períodos anteriores à atual gestão e que está colaborando com as autoridades.
O advogado de Marcelo Caumo afirmou que ainda não teve acesso à decisão que motivou a prisão.
A prisão é temporária e tem prazo inicial de cinco dias, podendo ser prorrogada



